Jornal Gazeta do Norte, 18 de dezembro de 1880

                                                             CRONICA POLITICA

           No noticiário da Constituição, sob a epigrafe – Boletim eleitoral – além de muitas outras inexatidões, deparamos com as seguintes que excedem a todos os limites da parcialidade partidária:

         Em Russas informaram erradamente ao colega. Nesta cidade não existe, que nos conste partido dissidente.

             Os liberais de Russas estão unidos e fieis a sua bandeira.

         Em Maria Pereira a capangagem da liga, desesperada de ganhar pelos meios regulares a eleição primária, promovem desordens, que dão em resultado o quebramento da urna, em que se recolhiam as cédulas dos votantes da primeira chamada; como já tivemos ocasião de relatar mais detalhadamente.

       No Limoeiro a eleição legitima, feita com o juiz de paz competente e mesários eleitos pelos sufrágios dos eleitores convocados por edital, prosseguiu regularmente, sem alteração da ordem pública.

         A farsa que a dissidência representava é daquelas que não tem por desculpa nem mesmo a violência.

     No Pereiro – nossos amigos fizeram a eleição sem perturbação da tranquilidade publica.

           Como os conservadores do lugar são em numero tão microscópico que não avultam o pleito, não apresentou incidente notável.

           A liga não conseguiu ainda implantar-se ai.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • Twitter
  • RSS

0 Response to "Jornal Gazeta do Norte, 18 de dezembro de 1880"

Postar um comentário