Limoeiro, 28 de agosto de 1880
Ilmº. Sr. Dr. Manoel Joaquim Cavalcante de Albuquerque.
Os abaixo assinados, residentes
do termo do Limoeiro, comarca de Russas, vem por meio da imprensa, sem
distinção de cor política, felicitar a V. Sª. pelo esplendido triunfo que acaba
de obter contra as tramas, aleivosias e calunias que lhe armaram seus
desafetos. Nem outra podia ser a decisão do magistrado honesto e inteligente,
que tem encanecido na prática de julgar com inteireza, com animo desprevenido e
com a máxima imparcialidade.
Com efeito Ilmº. Sr., a
despronuncia que o honrado desembargador João Carvalho Fernandes Vieira, que
ora ocupa o lugar de presidente interino da Relação, com tanto glória para si
como proveito para a causa publica, proferiu no monstruoso processo instaurado
contra V. Sª. por uma imaginária tentativa de homicídio: honra tanto ao digno
magistrado como a vitima imolada a prevenção cega de uma autoridade muitas
vezes bem intencionada ou aos botes da intriga que escolheu de preferencia para
seu parto os caracteres nobres e austeros como o de V. Sª.
Todo o magistrado que só
tivesse em mira os interesses da justiça tão mal zelados por certos juízes para
quem a lei é uma ficção teria procedido como o integro presidente interino da
Relação; e a prova disto é que, de entre os 12 processos que no decurso de um
ano, implacáveis inimigos tem inventado contra V. Sª., nenhum deixou cair
perante a Relação do distrito, onde foi V. Sª. encontrar a justiça que parece
haver fugido destes lugares para ir colocar-se sob a égide daquele egrégio
tribunal.
Assim, pois, a perseguição
sem nome, de que V. Sª. foi nobre e paciente vitima, dá uma justa ideia do
quanto tem sofrido de seus desafetos e a vitória alcançada brilhantemente
contra todas as maquinações e urdiduras, dá a prova mais cabal e exuberante de
que V. Sª. quer como juiz, quer como particular sempre esteve colocado em
posição tão digna que as armas ignóbeis manejadas contra V. Sª. jamais puderam
atingi-lo.
Nestas condições, os
habitantes do Limoeiro, da comarca de Russas, que estavam acostumados a
enxergar em V. Sª. uma garantia segura aos seus mais sagrados direitos e
interesses, não podem deixar passar desapercebido o modo porque V. Sª. aqui
portou-se impondo-se ao respeito e consideração de todos, como juiz, pelas
acertadas decisões sempre pautadas pela justiça e equidade, e como particular
pelo cunho da moralidade que V. Sª. costuma imprimir em todos os seus atos;
pelo que dirigimos a V. Sª. a mais espontânea felicitação pelo triunfo alcançado
nessa luta, da qual saiu V. Sª. coberto de glória e os seus desafetos
envergonhados e confusos; por outro lado manifestamos o mais profundo pesar de
haver ausentando-se de entre nós o juiz severo e imparcial, o cidadão
prestimoso, o cavalheiro ameno e delicado que por todos estes predicados que
exornam a pessoa de V. Sª. soube granjear a efusão de todos que o conhecem
neste termo, independentemente de cor politica.
Aceite, pois, V. Sª. nossos
protestos de amizade, estima consideração e respeito que votamos a pessoa de V.
Sª. – Deus guarde a V. Sª. – Ilmº. Sr. Dr. Manoel Joaquim Cavalcanti de
Albuquerque, M. D. juiz municipal dos termos reunidos das Russas.
Limoeiro, 28 de agosto de
1880.
Cândido José Gonçalves
Malveira, 1º juiz municipal; José Ferreira da Silva Maia, capitão; José Antônio
de Queiroz e Mello, professor público; Cândido Olympio Gonçalves de Freitas,
criador; Luiz Rodrigues Guimarães, empregado público; Franklin Gonçalves
de Freitas, alferes; Manoel Saraiva de
Silva, criador; Possidônio Miquelino da Cunha, artista; Manoel Gomes de Mello, criador; Francisco Lopes
de Assis, artista;
José Gomes Ferreira Maia, criador; José Felício da
Costa, criador; Vicente Ferreira de Assis Maia, criador; José Vidal Maciel,
criador; Deodato Hugo de Noronha, criador; Antônio Cândido Malveira, coletor;
Francisco Alves Teixeira, negociante; Francisco Affonso Maia Alarcon; Empregado
público; Manoel Vicente de Andrade Setubal; Antônio Varella da Costa Lima,
empregado público; José Moreira Montezuma, negociante; Florêncio Alves de
Oliveira, negociante; José Cândido Malveira, empregado público;
Serafim Tolentino Freire Chaves, tabelião; José Lopes de Castro, criador; José Nunes
Guerreiro; José Ignácio de Souza, negociante; Francisco Cândido Malveira,
negociante; Manoel Varella de Oliveira; Pompeu Ribeiro Bessa, criador;
Franklin Guerreiro de Andrade, criador; José de Barros Lopes de Andrade,
criador; João Baptista de Andrade, lavrador; Antônio Lopes de Souza Andrade, criador; Francisco Bento Ferreira Maia, criador; Candido
Fidelis Ferreira Maia; Fco Rodrigues Teixeira Lima; João Baptista Roberto,
criador; João de Hollanda Cavalcante Mello; Manoel Valamira de Araújo, artista;
Joaquim Ferreira Maia, criador; Joaquim Nunes Guerreiro, criador; Camillo da
Costa Moreira, agricultor; João Rodrigues de Lima, criador; José Fco. Leitão, criador; Cândido Deodato Gomes de Araújo, criador; Antônio Joaquim Ferreira Maia,
negociante; Augusto Joaquim da Silva, criador; Manoel Thomaz de Aquino; Antônio
de Hollanda Cavalcante de Mello, negociante; Antônio Alves Ferreira Maia; João
Anselmo da Silveira Vital, secretário da câmara; João Rodrigues Lima,
fazendeiro; Vicente Ferreira da Costa, criador; José Martiniano de Marrocos,
subdelegado de policia; José Tertuliano de Souza Vital, criador; Antônio Nunes
Guerreiro, Criador; José Augusto de Souza Andrade, criador; Jeronymo da Silva
de Oliveira, criador; Antº. Jeronymo de Lima, juiz de paz; Vicente Rodrigues
Lima, criador; José Vicente Ferreira Lima, criador; Ignácio Mendes Guerreiro, delegado de policia; Eduardo Rodrigues de Hollanda Lima, criador; Luiz José da
Silva, criador; João Antônio Rodrigues Chaves; João José do Nascimento; André
Felício de Oliveira Chaves; Francisco Lopes Baltazar; José André Freire Chaves;
José Rodrigues Rebouças Chaves; Manoel Bento Chaves; Luiz Pio Napoleão; Daniel Rodrigues Freire Chaves; Luiz de França Napoleão; José
Herculano da Cunha; José Antônio da Silva; Manoel Rufino Freire; Manoel da Cunha Pereira; José Sabino da Silva; Sabino Alves da Costa; Francisco Juvenal d’Abreu Lage; Germiniano Ambrósio da Silva Machado; Raimundo
Nonato da Silva Machado; Manoel Sabino Gouveia; Olympio Ambrósio da Silva
Machado; Manoel Martins Barbosa; Antônio Florêncio Freire; Manoel Martins Pereira; Francisco Martins da Costa; José Caetano Leite; André Florêncio Freire; Francisco Sothero da Silva, artista; Francisco Honorato d’Oliveira, criador; Caetano
Chaves Nogueira, criador; Alexandre da Cunha Guimarães, criador; Raimundo
Rufino Freire; Antônio Nunes Barreiro Filho; Antônio Alves de Carvalho Chaves; Manoel
Procópio de Melo; Manoel Guerreiro de Souza Lima; Francisco Mendes de Souza
Leite; Joaquim José da Silva; José de Castro de Oliveira Mendonça; Liberato Gomes
da Silva; Hermenegildo de Souza
Leite; Miguel Arcanjo de Souza; Antônio Paes de Souza Leite; Damião da Silva Costa; José Moreira de
Souza Galvão; Francisco Joaquim da Silva; José Mendes de Souza Leite; Francisco Fortuna d’Oliveira Chaves; Deocleciano Freire de Castro; Canuto
Cândido da Silva Chaves e mais 10 assinaturas.
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Luiz Rodrigues Guimarães casado com Maria Emília dos Prazeres Vidal.
Franklin Gonçalves de Freitas casou com Francisca Izabel Vidal de Freitas, em 20 de Outubro de 1873, nesta Matriz de Nossa Senhora da Conceição do Limoeiro.
Francisco Lopes de Assis casou com Maria Fulgência da Silva.
José Gomes Ferreira Maia casou com Anna Rosa Guerreiro, morador no sítio Tanques, Freguesia do Limoeiro, ela faleceu de parto em 12.04.1891 e depois casou com Maria de Jesus Guerreira que também morreu de parto em 20 de dezembro de 1894.
Florêncio Alves de Oliveira faleceu viúvo em junho de 1878, com a idade de 73 anos, de diarreia.
José Lopes de Castro casou com Thereza de Santa Anna de Jesus em 25 de setembro de 1877; morador no Sitio Saquinho, d’esta Freguesia do Limoeiro.
Pompeu Ribeiro Bessa foi casado com Antônia Clara Freire; faleceu de moléstia do peito no dia 29 de Março de 1879, tendo de idade 25 anos.
Antônio Lopes de Souza Andrade foi casado com Isabel Francisca de Souza Andrade.
João Baptista Roberto foi casado com Maria dos Anjos da Gloria.
José Fco. Leitão foi casado com Luisa Joaquim de Jesus.
José Vicente Ferreira Lima foi casado com Rosa Maria de Jesus Lima, morava no sítio Canto Grande desta Freguesia Limoeiro, ela faleceu tísica, com 41 anos de idade, em 11 de dezembro de 1891.
Eduardo Rodrigues de Hollanda Lima casado com Roza Cândida de Lima, casaram-se na matriz do Limoeiro.
Manoel Bento Chaves casado Maria Carminda Chaves, moradores do Sitio São Bento, da Freguesia do Limoeiro.
Luiz Pio Napoleão casado com Antônia Marcionilia Freire, casaram em 5 de março de 1878, no Oratório da Barra do Figueredo com padre Ambrósio Rodrigues Machado e Silva.
Antônio Florêncio Freire casado com Francisca Tertulina Freire.
José Herculano da Cunha faleceu em 27 de abril de 1893, de inflamação intestinal na fazenda Itapagepe da Freguesia do Limoeiro , com 44 anos de idade, foi casado com sua prima Leonilla Ferreira da Silva Maia filha de José Ferreira da Silva Maia de Taboleiro d'Areia, foi sepultado no cemitério da Povoação de São João.
Manoel da Cunha Pereira casado com Victória de Holanda Cunha.
Sabino Alves da Costa casado com Rosalina Lionel do Nascimento.
Francisco Juvenal d’Abreu Lage casado com Joanna de Oliveira da Cunha.
Manoel Martins Pereira casou com Maria Porcina Freire, em 28 de Outubro de 1878, na Matriz do Limoeiro.
José Caetano Leite morava no Sítio Volta S. João do Jaguaribe.
Francisco Sothero da Silva, artista, casado com Maria de Sant´Anna do Espírito Santo.
Liberato Gomes da Silva casado com Antônia Angelina Freire, faleceu em 4 de dezembro de 1876, aos 44 anos de idade, moradora no Monte Alegre.
Miguel Arcanjo de Souza casou com a parda Joanna Maria de Jesus, em 5 de agosto de 1879, na Capela de Taboleiro de Areia.
José Mendes de Souza Leite casado com Josepha Mariano Freire, morador no sítio Mocós.










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