Limoeiro, 10 de julho de 1907
Quando um homem transvia-se do caminho da honra e do
dever, tudo lhe vai bem. Planta daninha que a sociedade devia extirpar de seu
seio, o monstro vai solapando uma a uma as leis da dignidade humana, e não
tardará muito a atufar-se no lodaçal do crime.
Esquece os ensinamentos da educação e da moral,
oblitera os princípios da razão e do direito desentranha a concepção do justo e
do honesto, revolta os sentimentos da piedade e da fraternidade, avassala a
consciência e desnaturaliza o coração.
É Ravachol, Nero, Cesário Santi, Calígula, Jacques
Estripador e tantos outros monstros que a humanidade produziu e no meio de tudo
isso, se não mata pelo punhal, assassina pela pena ou ao menos com a pena
alheia, porque como dizia G. Junqueira: “não se pode escrever com um punhal,
mas, pode-se assassinar com uma pena”.
Do mesmo modo
que se pode esconder nas tortuosidades das estradas ou nos despenhadeiros dos
caminhos, pode-se esconder no anonimato irresponsável ou por trás de um nome
que não tem identidade de pessoa. É Chrispim Alves de Paiva como podia ser – um
amigo de verdade – ou coisa que o valha. É Alexandrino violando as assinaturas
das correspondências telegráficas de um distintíssimo cavalheiro, abusando
deste nome como se fora se fora ele próprio, inventando nome para figurar em
polianteia ao chefe do partido, a que diz pertencer, no dia da posse daquele
contra quem conspira. Era uma prevenção ou um resto de consciência a apontar o
crime? Pavoneia-se de muita importância, quando não é mais do que um intrigante
a urdir misérias, um caluniador confesso, não sentindo alias o pejo tingir-lhe
as faces quando afirma perante pessoas muito respeitáveis que perseguiria até
com calunias o Padre que nomeado vigário desta freguesia não viesse fazer
politica com ele. O fato foi publico.










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