Jornal O Sitiá, 20 de setembro de 1925

 

POST-MORTEM

        É por demais significativo o documento que a seguir publicamos, da pena de um dos mais honrados cidadãos da Zona Jaguaribana – o muito digno Sr. Coronel André Costa, respeito a sempre lembrada “memoria do cônego Climério Chaves”, recentemente falecido em Limoeiro, e que em vida foi um dos expoentes do clero cearense e das letras indígenas.

        Escreveu o referido cavalheiro ao nosso redator:

        Dr. Eusébio de Sousa – O SITIÁ já deve ter publicado o necrológio do cônego Climério Chaves. Como amigo e admirador do querido morto, não posso deixar no olvido sua trajetória como vigário desta Freguesia.

        Quando o cônego Climério Chaves assumiu a Vigararia desta paroquia, existia um ambiente saturado de ódios; alguém supôs que marcharíamos para uma deflagração de ideias, mas, qual assumindo a gestão de pároco foi como Santelmo que desvanecia a tempestade, oásis refrigerante onde todos podiam mitigar a sede de harmonia. Queria aquele espirito culto, alma talhada para os grandes cometimentos, fazer de sua terra natal o seio de Abraão. Limoeiro perdeu o primeiro de seus filhos, nossos corações sangram por esta perda irreparável; lacuna nunca mais preenchida. Os trabalhos de nossa Matriz atestam sua vontade estoica. Ele repetia sempre a frase sublime de São João Evangelista: amai-vos uns aos outros.

       Paz a sua alma, Limoeiro, 22 de agosto 1925 – André Costa.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • Twitter
  • RSS

0 Response to "Jornal O Sitiá, 20 de setembro de 1925"

Postar um comentário