Jornal do Ceará, 12 de abril de 1904
Almanak Laemmert: Administrativo, Mercantil e Industrial (RJ) em 1903 publicou sobre Limoeiro:
Intendente – Antônio de Castro Moura Sobrinho.
Presidente da Câmara Municipal – Francisco J. de Abreu Jages.
Vereadores – Patrício Roberto de Freitas; Joaquim Nunes Guerreiro; João Maria de Freitas; José Gomes Ferreira Maia; Manoel Rodrigues Guerreiro; Vicente Fernandes da Silva; Vicente Rodrigues de Lima.
Vicente Rodrigues de Lima foi casado com Alexandrina Maria de Jesus, moradores do sítio Boa Vista, Freguesia do Limoeiro.
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Soure – A eleição de Soure quis assemelhar-se
a uma mashorca, tendo como único responsável o Sr. Correia que cônscio de seu
desprestigio apresentou-se a dar arranhas de bravura no pleito de ontem.
E assim munido de pistola Mouser acompanhado
de cangaceiros armados a rifle, cercou e atacou a casa do vigário padre
Climério Chaves a onde se achavam muitos oposicionistas, dentre os quais nosso
colega Theophilo Bezerra Filho, Coronel José Estevam, Pedro Estevam, Manoel
Estevam, Joaquim Estevam, Henriques Chaves, Alfredo Salles, Marrocos Salles, Fausto
Salles, Antônio Ferreira Filho, Ignácio da Rocha e muitos outros.
O Sr. Correia e seus cangaceiros foram
energicamente repelidos, pelo padre Climério e pelos que ali se achavam. Um de
seus cabras de nome Vicente Alves preparou, correndo a bala na agulha e apontou
para o nosso colega Theophilo Bezerra Filho e graças a intervenção de um amigo
que o atracou, não foi nosso colega vitima. A segunda vitima escolhida era o
padre Climério!
Causou geral indignação este ataque brutal e
selvagem cometido pelo Sr. Correia do Soure! Não precisamos comentá-lo, por
ora, o público preste-lhe particular atenção.
Os nossos amigos portaram-se na altura da
agressão fazendo-os recuarem e o Sr. Correia não obstante seu atrevimento teve
de colher-se a sua conhecida nulidade.
Desde o dia 9, a vila de Soure se achava
debaixo de cerco e cercada a casa de uma neta do Sr. Correia onde, segundo
pensou ele, ia-se efetuar a eleição oposicionista.
Eis como ocorreu o pleito de Soure. Daqui
foram mandados para ali 20 praças de polícia que sem dúvida se achavam ali disfarçados
e reunidos a capangada do Sr. Correia.
E no dia seguinte, 13 de abril o jornal do
Ceará, publica:
Estamos plenamente inteirados do ataque e
cerco da casa do padre Climério Chaves, feito ontem brutalmente pelo Sr. Cel.
Antônio José Correia, em Soure, de revolver em punho e acompanhados de
cangaceiros armados de rifles.
Afim de que fique ciente o Sr. Correia
prevenimos-lhe de uma coisa: qualquer desacato que o padre Climério ou Henrique
Chaves venham a sofrer S. S. será ÚNICO responsável. Não se engane!
Fortaleza. 12 de abril de
1904.
Leonel Chaves
Sindulpho Chaves
Theophilo Bezerra Filho
José Collares Chaves
Francisco Collares Chaves
Silvino Collares Chaves










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