Jornal Cearense - domingo, 25 de março de 1877
SEGURANÇA PÚBLICA
Escrevem-nos do Limoeiro em 11 do corrente:
Suponho que muito breve voltaremos ao tempo
do “Bacamarte”, pois estão atacando quem passa da picada do Espinho. O Sr. Antônio
Alves quando sai de sua casa, traz gente consigo para não ser atacado.
No dia 5 deste no lugar Arraial deste termo,
José Silva deu uma facada num filho de Francisco Silva, no conflito chega o pai
de José Silva, descarregou uma facada no ofendido. Fez-se corpo de delito e
foram julgados os ferimentos graves.
No lugar Tapera deste termo, atacaram a
Bento, chamado de Maria Antônia, que tinha ido à casa do Coronel Herculino,
conduzindo uma carta e esta mesma foi rasgada, e uma pataca que trazia tomaram e
deram-lhe 40 reis para comprar uma corda para se enforcar.
Neste mesmo mês, tiraram da casa de Raimundo
José Costa um saco de cera.
De ontem para hoje foram à casa de Antônio de
Hollanda Cavalcante e Mello, destelharam um quarto e roubaram cera e rapaduras.
Na mesma noite foram ao quarto de Bento José
Vianna e tentaram roubá-lo.
Que tempos calamitosos! Que havemos de fazer!
Estamos preparados porque supomos que muito breve atacarão esta desgraçada
vila.










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