Limoeiro, 17 de junho de 1907
Duas palavras
A honra, disse alguém, é como o olho, não consente a menor impureza. O imundo, vil e desbriado ente que ousou numa alusão grosseira, tão grosseira como seus sentimentos e tão torpe quanta sua alma, debaixo de um nome de individuo que não existe, ferir a dignidade de seu marido e a honra de sua Srª., avassalando ao mesmo tempo minha dignidade de esposa duma publicação que fez pela A Republica nº 145 de 7 de junho, só merece uma palavra de resposta; e o publico há de permitir que uma Srª., deixando a doce paz de seu lar, assuma toda grandeza de que uma alma humana é capaz, ferida no que é mais santo há, para do alto da imprensa gravar na frente do miserável, o ferrete indelével da ignominia, que traduzira para todo o sempre a palavra – MENTIROSO.
Limoeiro, 17 de junho de 1907.
Leôncia Celestina Chaves.
(Esposa de Francisco Celestino da Costa conhecido por Coração).










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