Jornal a Razão, 12 de março de 1938
Instalação Oficial da União dos Moços Católicos de Limoeiro.
As 19h30min
no confortável salão do Cine Moderno com numerosa e seleta assistência foi
aberta a sessão sob a presidência do Sr. Alfredo Franco da Cunha, mui digno
presidente da U.M.C. de Fortaleza.
O
palco estava artisticamente ornamentado pelas gentis senhorinhas Emilce
Osterne, Dolores Osterne e Eloise Osterne.
Aberta
a sessão o Sr. presidente da solenidade, convida a fazerem parte da mesa: padre
Manoel Caminha, vigário geral; padre Misael Alves, coadjutor; padre João
Renker; padre Bruno; padre Macário de Freitas; Sr. Manfredo de Oliveira Lima;
Franklin Chaves; D. Maria Gonçalves; D. Estela Ventura; Dr. Samuel Bedê Filho;
Dr. José Jucá Filho; Hercílio Costa; Candido Gadelha, presidente do Circulo
Operário Católico de Limoeiro; Odílio Odilon da Silva, representantes do
prefeito e José Osterne Junior.
Na
abertura da sessão orfeonisado o Hino Social pela U.M.C. de Fortaleza e de
Limoeiro, seguiu-se com o cântico de Romeu Menezes, “Sino da Aldeia” número
pelo Orfeon unionista, posse da Diretoria da U.M.C. e compromisso solene dos
novos sócios, a nova diretoria ficou assim constituída: presidente Afonso
Pereira Lopes; vice Aníbal Cirilo; secretario Meton Silva; orador José Osterne.
Continuando
o programa, executou ao plano um solo, a interessante garota Maria Silva, “Os Coqueirais”
pelo orfeon da U.M.C., declamou “Felicidade” a Srª. Elaine Osterne, falou em
nome da U.M.C. de Fortaleza o orador oficial doutor João Hipólito e o orador da
comitiva doutor Bernoit Bittencourt, solou na flauta o professor Arão Cisne,
acompanhado ao piano pelo maestro Silva Novo.
Declamou
os “Jesuitas” a senhorita Lucimar Oliveira, “Jangadas” canto de Romeu Menezes,
duas palavras do Revmº Pedro Perdigão Sampaio, assistente espiritual da U.M.C.
de Fortaleza.
O
“Destino Desfolhou” Mario Acioli. “Ceará Católico” pelo orfeon.
Quadro
vivo “Jesus e o Moço Rico” interpretado por: Jesus – Luiz Pitombeira, Moço Rico
– Osvaldo Barros – crianças, Lenira Saraiva, Maria das Dores Gadelha e Adelaide
Oliveira – declamadora, Elaine Osterne.
Por último o Hino Nacional que encerrou aquela magnifica sessão, demonstração
patente de fé da mocidade cearense, testemunho eloquente de força e união.
O povo de Limoeiro soube perfeitamente
cativar o coração dos unionistas, com sua hospitalidade franca e sincera.
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Revestiu-se
do mais alto brilhantismo, a instalação da União de Moços Católicos do
Limoeiro.
Cerca das 15 horas do dia 26 do p. p. mês, partiu da sede
social da U. M. C. de Fortaleza, um auto-ônibus com a comitiva unionista, que
se destinava aquela bucólica cidade jaguaribana.
Francamente às 21 horas, logo depois de Russas, veio ao
encontro da caravana da U.M.C. uma distinta comissão de Limoeiro composta das
seguintes senhores Manfredo de Oliveira Lima, Hercílio Costa e Odílio Odilon da
Silva, representantes do prefeito.
Após 30 minutos de viagem
entrava a comitiva unionista entoando o Hino da U.M.C. na florescente cidade de
Limoeiro.
Apostas ao “Hotel Maia” onde
foram hospedados carinhosamente os intrépidos cavalheiros da Fé, achavam
centenas e centenas de pessoas, entre os quais se destacava padre Manoel
Caminha (vigário daquela freguesia), padre Misael Alves, Franklin Gondim, padre
Bruno e padre Macário de Freitas.
Fez-se presente a recepção a Escola Normal Rural de
Limoeiro, acompanhada pela sua culta diretora D. Maria Gonçalves.
Falou
em nome de Limoeiro Batólito o Sr. Hercílio Costa, disse da satisfação sincera
daquele povo bom e honesto. Agradeceu em nome da U.M.C. o seu orador oficial
Dr. João Hipólito.
Para
o dia seguinte, estava organizado um ótimo programa. Às seis horas: Benção do
Crucifixo aposto no patamar da Matriz; 6:30 missa solene; 7:30 café; 8:30
visita a cidade; aos prédios públicos, Escola Normal e Prefeitura Municipal.
Às 10 horas, excursão ao serviço experimental de irrigação; 11:45 almoço; 15:00 horas partida de futebol; 18:30 benção solene da Matriz e 19:30 jantar.










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