Fortaleza, 28 de março de 1894
Limoeiro
Foi no dia 17 do corrente mês que fomos os
habitantes desta terra surpreendidos, com a grata notícia que nos foi
transmitida por telegrama, de ter sido dominada a revolta na Bahia do Rio de
Janeiro. O delírio por momentos se possuiu de espirito deste bom povo. O
entusiasmo a alegria em todos os ânimos se manifestou de modo a deixar ver que
os limoeirenses eram solidários com os amigos da situação nesta guerra fratricida.
Para todos foi de grande prazer a notícia que
nos restabeleceu a paz e o sossego.
Os respeitáveis chefes da nossa localidade
nossos amigos, Cândido Malveira e João Hollanda, fizeram as mais vivas
manifestações ao governo triunfante.
Um fato tristíssimo, porém, veio descorar o
brilhantismo da festa patriótica.
Este fato foi à notícia igualmente recebida,
do assassinato, frio do iminente cidadão comendador José Nogueira do Amorim
Garcia respeitável chefe do nosso partido em Quixeramobim.
O ilustre morto primo de nosso chefe João de
Hollanda, a dor porque passava este, fiz a sombra da grande festa. Em noite de
10 para 11 de março.
Depois, porém, dos sentimentos do estilo, que
lhe deram os amigos e correligionários no dia 18 uma grande reunião em casa de
nosso prestimoso amigo Antônio Varella da Costa Lima, determinou uma passeata
que na maior ordem correu toda a vila, acompanhada de girandolas de fogos e
discursos em diversas casas de amigos.
Chegados a casa do nosso chefe João de
Hollanda, este apesar do sentimento que o dominava não podendo furtar-se ao
desejo dos passeantes, fez uma breve alocução, que com prazer abaixo
publicamos.
A nossos chefes Cândido Malveira, João
Hollanda e Francisco Casimiro Varella e a todos amigos de menos a ordem que
houve em todas as manifestações feitas no regozijo dos grandes feitos das armas
brasileiras.
Fortaleza, 28 de março de 1894.
Os Limoeirenses.










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