Fortaleza, 15 de janeiro de 1877
Ao público
Há gente
que se alimenta de maledicência, da detração e da calúnia. O seguinte fato é a
prova desta asserção.
O Sr. João
Rodrigues Lima e seu arrieiro Franklin que aqui estiveram a pouco se
encarregaram de espalhar no Limoeiro, que eu havia ficado preso por ter
cometido um assassinato!
Essa
notícia de mau gosto derramou a consternação no meio da minha família; meu
velho pai recebeu um choque horrível. Sua primeira ideia foi correr a esta
cidade a fim de conhecer a verdade de um fato que ele não podia acreditar.
Seus amigos
tiraram-no disso, fazendo-o aguardar notícias mais positiva. Nesse interim chego
eu a aquela vila. Foi grande a surpresa; o primeiro pensamento que acudiu é que
eu havia-me evadido da prisão.
Explicado
tudo, conhecida a falsidade, levantou-se um brado de indignação contra os
miseráveis autores dessa mentira, urdida com um único fim de desacreditar-me e
apresentar-me como um homem desordeiro etc.
Sirvam,
pois, estas poucas palavras como um protesto solene contra os caluniadores
infames, cujos nomes devem ficar gravados em letras de fogo.
Fortaleza,
15 de janeiro de 1877
Francisco Casimiro Varella










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