Aracaty, 10 de julho de 1896

 

CORONEL CÂNDIDO JOSÉ GONÇALVES MALVEIRA.

Já não pertence ao número dos vivos o distinto Coronel Cândido José Gonçalves Malveira.

Acerba e triste realidade!

Quem o conheceu, não pode deixar de experimentar um doloroso choque ao reconhecer a infausta notícia do passamento de tão respeitável cidadão.

De volta de minha viagem ao Recife recebi aqui a lancinante e nova, pungentemente emocionado.

Por inúmeras vezes tive o prazer de reconhecer no meu pranteado amigo coronel Malveira, os mais raros e nobres predicados, que tanto enalteciam a sua veneranda individualidade.

Todos viam naquele cavalheiro, um pai de família exemplar, um católico sincero e fervoroso, um amigo modelo de caráter imaculado e um correligionário dedicado e honesto.

Na cidade do Limoeiro onde ele residia, Gregos e Troianos sentiram enormemente a sua morte!

Profundo e bem profundo foi o vácuo deixado por tão distinto cidadão, cuja pureza de costumes servia de verdadeiros ensinamentos aos que o admiravam.

A desolada e ilustre família do pranteado morto e notadamente ao seu digno filho João Cândido Malveira e ilustre genros Francisco Nunes e José Nunes Guerreiro, envio minhas sinceras condolências, como também ao partido Republicano Federal que nele contava uma de suas legitimas influências nesta comarca.

Aracaty, 10 de julho de 1896.

Alexandrino F. da Costa Lima.

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